segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Desabafos…



Aquilo que aqui escrevo
São verdades inadiáveis
Na mentira não me atrevo
As mentiras são infindáveis

Mente-se a primeira vez
E a seguir mente-se sempre
Em mim há o sim, o não e não o talvez
Isto é a mentira sempre presente

Ouço muita gente dizer
Que talvez o faça
É o mesmo que vir a ter
Esse não que é desgraça

Não dá para a minha maneira
Sou diferente dos demais
O talvez é brincadeira
E vê lá se nele não cais

Isso é por demais evidente
Só o diz quem não quer fazer
Aquilo que está na mente
É uma arara que se quer ali meter

Isto é quase como o Governo
Que para mim desgoverna tudo
Mentiu até chegar ao termo
De um voto que me deixa mudo

Poderiam ser diferentes
Mostrarem de si outra vertente
São políticos, são valentes
Na mentira que tem na mente

Mentem com antecedência
Para o voto levar para si
É sinal de indecência
Não perdoo o que neles vi

Mentem de todas as formas
Dizendo que são diferentes
Mas depois furam as normas
E com isso ficam contentes

É pena e lamentável
Que o Tribunal Constitucional
Tenha gente questionável
Na constituição não tem moral

Mas o que é que eu posso fazer
Depois de tudo o que vejo
É denunciar e fazer ler
As denúncias que eu ensejo

Mas nem todos somos assim
E fica muita gente nas encolhas
E me dá uma dor a mim
Por na política serem só rolhas

Desculpem o desabafo
Mas isto tinha que dizer
Para merecer o repasto
Do que como por o ter

Armindo Loureiro

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