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Eu vou-me embora,

Mas não esqueço,
Desse moreno dourado,
De mito e magia ,
Que passou pela ,
Praia do Algarve.
Feiticeiro ambulante,
Distribuindo amor,
Que não sabe ,
Mas rasga o peito,
Com tanta dor.
No seu corpo,
Bem marcado,
Trazes sempre companhia,
E a fogueira bem acesa.
És cigano sem sina,
Nessa praia escaldante,
Cuidas das dores,
E dos ais ,sem dizeres,
Uma palavra.
Fico cega e sem rumo,
Eu vou-me embora,
Mas não esqueço...
Telma Estêvão
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