quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DOCE PECADO



Amei-te hoje com todas as forças
Não podia... Ainda ando enlutada
Coração trancado, alma sem rosas
Do espinho duro envenenada...

Amei hoje teu odor quando roçaste
Minhas narinas no teu peito nu
Mãos em minhas ancas, tu agarraste
Tão ágil feito bote d’urutu!

E fomos nesse bailado de serpentes
Pernas, braços, mãos, sexos acoplados
Doce pecado em chamas ardentes!

E o coração? Ainda trancado, confuso
A alma envenenada de paixão
Só pelo teu órgão, qual urutu, obtuso!

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