segunda-feira, 14 de novembro de 2011

NUM DIA QUALQUER



(Perséfone Diana)

Num dia qualquer, numa hora qualquer,
Num castelo de sonhos serei a sua rainha.
Castelo de pedra ou de areia,
Nesse momento destino traçado, sou sua sereia.

O vento carrega para longe nas ondas do mar,
Todo desejo contido, vontade de te amar,
No céu eu foco uma imagem, tento acariciar,
Quando toco se desfaz, no balanço das ondas do mar.

Eu escrevo o seu nome numa folha,
Que é levada pelo vento, à procura da sua presença,
Chamo-te minha alma grita quando não te encontro,
Eis que você floresce bem longe, lá longe, nas campinas.

E num campo florido com lindas paragens,
Cheiro de flores do campo corro ao seu encontro,
Jogo meu corpo prostrado diante de ti,
Sinto os braços que me levanta e me degusto com a sua presença.

Estendo as minhas mãos e toco o seu rosto,
Quando fito os teus olhos, desnudo o teu corpo,
Quero me abrir numa semente que germina,
Para poder ser o seu alimento, o seu pão e o seu vinho.

Na ânsia de desejo, espero a sua reação,
Quando apenas peço:¬_ beba-me como sua bebida especial,
Saboreia como o seu fruto suculento,
Torna-me úmida, me deixa nua e prove da minha carne.

E ali mesmo nas campinas faço a nossa cama,
Deito-me bem devagar sem tirar os olhos dos seus,
Depois do gozo, acaricio o seu corpo nu,
E nem me importa se tivemos testemunha,

Toda submissa me sinto a sua fêmea obediente,
E mesmo diante do infinito estou no seu cárcere,
Suas mãos são minhas algemas, que me prendem junto a ti,
Minhas entranhas celebram o nosso amor,
latejando, em mais um amor de bichos.

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