terça-feira, 15 de novembro de 2011

A ARTE DE SE APAIXONAR

Clamor de desejos que ultrapassam o instante consumado.
Antes não tivesse me dado, agora já não posso negar.
Pois mesmo que resolvesse ignorá-la ela restaria no peito inflamado
Sublimemente a me rasgar...tomada sou pela paixão.

Assumi a carne fraca, essa querência em ardência da
Arte de se apaixonar. Quando o que se quer, quanto o que se tem
Nunca bastam. É lava que escorre o vale até que seja abarcada
Em oceano sem fim, em mar revoltoso, sigo a flutuar, banhando meu corpo em ti.

Em cada essência que me brota, em cada nota que me toca, baunilha e romãs
Nada me traz paz. É a fúria da paixão que corta, dilacera essa espera,
Em que agulhas e linhas não mais suturam as fissuras que marcam a pele.
Liricamente grito ao vento: eu me rendo, em pedaços não mais me sustento, sou o nada!

Enquanto corpos dormem outros seguem acesos, em lamparinas de óleo
Em pontas de faca a se perfurar.
Em marcas de em grilhões, escravos da paixão
Em nova cicatriz na carne a se delinear...

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