segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Escrevo como sei…



Às vezes discorro sobre o que escrevo
E acabo por dizer a mim mesmo
São palavras que não subscrevo
Porque as escrevo todas a esmo

Mas contudo fico contente
Quando alguém se sente feliz
E transmite à minha mente
Que gosta daquilo que ali se diz

São palavras e mais palavras
Num rodopiar constante
Essas palavras que já amavas
Mesmo antes deste instante

Porque palavras existem sempre
Independentemente do nosso querer
Elas estão todas na nossa mente
Só as juntamos para alguém as ver

Gosto de as ver com qualidade
Aquela que alguns poetas lhes dão
E depois de as ler sinto saudade
Cá dentro, no meu coração

Eu sei que nem todas são iguais
Elas dependem da nossa alma
Mas há palavras que são demais
E se irritados, elas nos dão calma

Vou continuar a escrever
Da única forma que eu sei
É assim que eu quero fazer
Tudo aquilo que já amei

Mas continuo a amar
E a fazer coisas diferentes
Mas agora quero acabar
Por vossas almas pôr contentes

Gosto de me ver transcrito
Para outro tipo de linguagens
Gabar-me não é bonito
Mas bonitas são as imagens

Quando nisto comecei
Não pensei na felicidade
De palavras que eu amei
E que sempre serão saudade

Gosto de saber que sou lido
Se não o dissesse seria mentiroso
Mas espero que o meu amigo
Diga a verdade, não sou vaidoso

As verdades não custam nada
A quem gosta dela por si
A palavra será mais amada
Na verdade dita como eu a li

Armindo Loureiro

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