sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Rebobinando…



Rebobinando a minha vida
Vim-te lá a descobrir
Estás um pouco encolhida
Se calhar a reflectir

No porquê do teu passado
Não ter acompanhado o meu
Tinhas um ego enfunado
Mas era esse o ego teu

Vivemos conjuntamente
Um bom espaço da vida
Ainda hoje tenho presente
Como essa vida foi vivida

Agora que já a tapei
Com outra vida plena
Do que aconteceu me lembrei
Mas foi só isso, não vale a pena

Mas vale a pena ir ao baú
Da nossa vida passada
E nesse olhar por a nu
O porquê da vida airada

Vivemo-la assim um pouco
Como é que eu posso dizer
Mais parecendo de um louco
No fazer e desfazer

Atingi a maturidade
Com todo esse desfazer
E hoje não tenho saudade
Apenas gostei de o rever

Revejo-me em certas atitudes
Mas não quero mais o passado
Amo com todas as virtudes
Que se tem ao bem-amado

Armindo Loureiro – 10/12/2011 – 11H35

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