quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A NOITE NEGRA



São os doces sonhos intangíveis
O meio de transporte nas distâncias
Em vida ou morte intransponíveis.

Assim sou alma
Sou noite.

Eis a imagem no verso - sem regra,
Oculto-me nas sombras,
Sou teu fim e teu meio
Sou entrega.

Dilacerante amor que me leva
Sou a dama imersa em trevas.

Rainha por excelência das horas vagas
A própria essência do nada.

Sopro que a paz te aduz,
Emblemática muito além da cruz
Sacrificial que sou a salvação.

Vontade que não se traduz
Saudade que não se reduz
Luz da minha escuridão.

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