quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ausência





Hoje as palavras,
Estão em silencio,
Arrumadas numa prateleira,
Estão caladas,
Não me falam,
Estão adormecidas ou ausentes.
Faz algum tempo,
Que algumas eu não sinto,
Pouco me falam,
Nada me dizem,
Desapareceram somente.
Até os meus poemas,
Estão calados,
Não gritam comigo,
O monte de letras que eu tinha?
Fugiram!
Fico em lamento,
Pois fazem parte de mim.
Talvez tenham desistido
Ou não se recordam
Que eu existo.
Hoje tudo,
Virou nada,
Sem palavras eu fico nua,
Em desespero.
Hoje nenhuma …
Veio até mim, estou a sofrer!


Telma Estêvão

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