terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Porquê…

Olho-te!
Olhas-me!
E nada vimos…
Porquê?
Olhos enevoados…
Olhos magoados…
Vidas sentidas!
Porquê?
Turvos olhares…
Turvos pensares…
Porquê?
O amor arredou…
Do nosso espírito…
Ficou sem vida!
Porquê?
Esgotaram-se…
Cansaram-se…
De dizer,
Te amo!
Porquê?
É tão lindo,
O amar…
Sem descambar,
Numa guerra,
A dois!
Porquê?
Digam lá se souberem…
O que no amor couber!
Sem os porquês.

Armindo Loureiro – 16/12/2011 – 13H45

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