sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eu te clamo… Meu amor!



Tu que estás aí à esquina
Olhando para o alto do céu
Diz-me lá ó minha menina
Que pecado ele cometeu

Não olhes para ele, não olhes
Olha antes para ti
Porque dele tu já não colhes
Aquilo que eu te prometi

Prometi-te o meu amor
Quando perto do teu corpo
Mas não vi a tua dor
Porque estava absorto

Abstraí-me de te amar
E a culpa não foi só minha
Estavas tu a regatear
Meu amor com a vizinha

Assim tu não vais lá
Nem sabes o que te reservo
Meu amor tudo dará
Já que és o meu acerbo

Avinagras a minh’alma
Onde existe só amizade
Um dia com muita calma
Vou-te mostrar serenidade

Serenidade nas coisas boas
Que existem neste mundo
Não contes com minhas loas
Neste amor que vem do fundo

No fundo do coração
Eu insiro coisas belas
Lá está minha paixão
De lá retiro algumas balelas

É assim que eu vos amo
Neste amor interminável
Ó meu Deus eu Te clamo
Uma amizade bem saudável

Saudade dos bons momentos
Que eu contigo já passei
E também de alguns tormentos
Que passei como só eu sei

Mas estas coisas do amor
Tem os seus altos e baixos
Há coisas que no calor
Deitam água como os riachos

Choram a bom chorar
Autênticas madalenas
Já não sabem como amar
E suas faces me dão penas

Penai almas, penai
Por tudo o que há de bom
Tua alma também cai
Quando se apega ao coração

Armindo Loureiro – 08/12/2011 – 14H40

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