sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Enredos…



Naquilo que depende de mim
Podeis ter uma certeza
Eu gosto de escrever assim
Uma escrita com beleza
Por isso não me chateeis
Com vossa charlatanice
Eu não faço o que vós quereis
Dou a volta à trafulhice
Há para aí quem se arrogue
Da verdade no seu total
Mas para mim só um grogue
É que não sabe o que faz mal
Pode estar a cair de bêbado
Que disso ele nunca dá fé
A não ser que do enredo
Alguém lhe mostre como é
Há pr’aí autenticas escrituras
Que nos fazem muito pensar
Deixam cabeças taciturnas
Por não saberem como amar
Mas isso não depende de mim
Pois eu escrevo naturalmente
Eu gosto de escrever assim
Tudo aquilo que me vai na mente
Fujam quando estiver chateado
Nada me digam que me ofenda
De certeza tereis um recado
Que deita abaixo a vossa tenda
Há quem diga que sou imponente
Numa figura de estranhar
Mas eu não fico muito contente
Quando com isso querem gozar
Sei que sou um homem bem alto
E com peso desconforme
Para a mesa dou um salto
Nunca nela eu passo fome

Armindo Loureiro – 10/12/2011 – 20H55

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