segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Meu beijo roubado…
No sossego do meu lar,
Há coisas que eu não vejo;
Não sei o porquê!
Será por não as amar?
Ou por não lhe dar um beijo…
Mas esse, eu lho daria,
De uma forma repicada;
Com toda a alegria,
Desta alma espicaçada.
Espicaças-me no momento,
E eu não te digo que não;
Já consegues ser um tormento,
Para o meu pobre coração!
Mas o que é que eu vou fazer?
A partir deste tormento!
Tu que te conheces,
Em ti podes crer…
E eu… Onde está o meu momento?
Para eu te vir a ter.
Dar-te esse beijo roubado,
Que é aquele que eu mais gosto;
Não pode ser repenicado,
Porque em mim, eu não aposto.
Ai se eu apostasse!
O que é que não faria…
Nesse beijo que eu roubasse,
Ia toda a minha alegria.
Armindo Loureiro – 21/11/2011 – 14H00
Sentimento
Eu sei que você nunca mais estará aqui, um sentimento
Eu não verei mais seus olhos nem sentir teu perfume
Mas o tempo é um grande amigo em certos momentos
E que tudo logo passa como agua corrente movendo moinhos
Eu vou saber que sou mesmo um pouco ou todo entregue a paixão repentina
Um olhar de menina que sabe ser mulher
Fomos até onde o coração nos levou em forte sentimento
Os nossos defeito nos separam
E nossas vidas se acabam neste momento
Rick Ferreira
Suborno

Ela me diz coisas que me agradam,
Suborna-me com palavras doces as quais embriaga minha alma e desgoverna meu pensamento.
Um doce encanto e um lindo momento
Sou vítima destes bombardeios tortuosos
Andando desgovernado e estonteado
Lembranças de palavras ditas não respondidas
São como beber um copo de fél, extremamente amargoso
Mas como uma árvore e seu agóz, o machado
ao fim dos golpes já estou cedendo
Me entregando aos seus agrados, aquecendo um coração gelado
Sinto que logo depois já estarei renascendo
Rick Ferreira
O medo de te perder
Sei é bem difícil amar
Não sei se é possível compreender o amor
Às vezes ele é transparente como a água
Outras vezes é escuro como a noite
Às vezes tento me enganar dizendo
Eu nunca vou te perder
Na realidade tenho que dizer
Não QUERO te perder
Tenho medo de te amar
Além do que eu posso imaginar
Pois existe um medo aqui dentro de mim
Escondido, mas existe e está aqui
Me perdoa se eu não conseguir acreditar
Eu quero te amar
E estou te amando muito
Mas sempre vai existir
O medo de te perder.
Sei é bem difícil amar
Não sei se é possível compreender o amor
Às vezes ele é transparente como a água
Outras vezes é escuro como a noite
Às vezes tento me enganar dizendo
Eu nunca vou te perder
Na realidade tenho que dizer
Não QUERO te perder
Tenho medo de te amar
Além do que eu posso imaginar
Pois existe um medo aqui dentro de mim
Escondido, mas existe e está aqui
Me perdoa se eu não conseguir acreditar
Eu quero te amar
E estou te amando muito
Mas sempre vai existir
O medo de te perder.
Encontrar o tempo…
Há quem diga que perde tempo
Quando por aqui se passeia
Eu para mim não é tormento
Já que tudo me enleia
Gosto de andar por aqui
E até gosto de dar uns saltos
Aqui há coisas do que eu vi
Que as leio sem sobressaltos
Por isso eu vos aconselho
A fazer tal e qual eu
Manter um cérebro velho
Com tudo aqui ao léu
A idade já não me importa
Quando revejo a juventude
Eles têm uma mente torta
E eu tenho boa atitude
Uma atitude com beleza
Disso podem vocês saber
Tudo digo com a certeza
De não vos querer ofender
Mas se por ventura isso acontece
Eu desde já peço desculpa
É que a mim tudo parece
Que a culpa é pouco culta
Desculpem a ousadia
Na forma como isto digo
Eu tenho tanta alegria
Em dizer: és meu amigo
A amizade para mim vale muito
Mesmo que alguém julgue que não
Eu aposto nesse culto
Amigos ter do coração
Hoje estou a fazer
Uma coisa por demais
É apenas para vos entreter
Para dizerem: ele está a mais
Armindo Loureiro – 20/11/2011 – 20H40
TEUS BRAÇOS
Marcos Loures
Nos meus braços, teus braços se esqueceram,
Deitada em nossa cama, sem receios...
Aos poucos nossos olhos entenderam
Amor, em nossas vidas, vias, meios...
Mesclando as alegrias e saudades,
Furtivos os carinhos são tão plenos.
Eu creio em nosso amor, diversidades,
Legados de venenos tão serenos...
Ao longe desta rua, nossas casas,
Das ondas emergidas, esperanças...
As horas são fogueiras, queimam brasas,
Tropeçam nossos pés em magas danças...
Eu quero ter o fim da lua cheia,
Deitado nos teus braços, fina areia...
Acordos…

Dou-te corda,
Dás-me corda;
E não sei o que fazer…
Quem acorda,
Desacorda;
Na manhã espairecer.
Mas que corda tão engraçada,
Na corda de que tu falas;
Dás-me corda amargurada,
Que em teu coração tu calas.
Acorda!
E dá corda…
A todo o teu saber;
E se não concordas!
Estica a corda,
E não a queiras mais ver.
Acordo estremunhado,
Com os acordos por ti feitos;
Teu acordar é mal-amado,
É um acordar sem preceitos;
Por isso te digo aqui,
Que há acordos que não se fazem;
No teu acordo eu logo vi,
Que os acordos ali jazem.
Morreram acordados,
Selaram os seus acordos;
Os acordos foram mudados,
Para mal dos seus pecados!
Acordos…
Armindo Loureiro – 20/11/2011 – 13H45
O barco da vida
Retornando de portos desconhecidos
Lembranças de outras vidas, talvez
Vividas enquanto dormimos
Resgatadas do inconsciente
Rostos distorcidos pelo tempo
O som do tanger e primir das cordas
O velho violão já estava lá
entregue às mãos inseguras
À procura de acordes, sons que falam com a alma
Sétimas menores embalando sonhos, sempre maiores
O barulho de uma panela que cai, e ressoa
A gritaria na cozinha, vozes femininas ecoam
Barco sem rumo, agora, em águas mais calmas
A vida continua
sábado, 19 de novembro de 2011
Essa forma de te amar…

Olho dentro de ti,
E nada vejo;
Tua imagem foge de mim,
E não sei o que fazer…
Será que é isso que queres!
Ou será só para chatear.
Viras-me as costas,
Vais-te embora;
E eu pergunto:
Que se passa?
Porque me fazes isso…
Não me respondes!
E eu fico triste…
Porque esperava,
Pelo menos;
Um sim,
Ou um não;
Às perguntas do coração.
Será que o tens?
Se calhar não!
Não o sinto…
Mas tu lá sabes…
Não venhas depois,
Mais tarde;
Procurar o que agora não queres.
Que eu não estarei aqui,
Nem por ti;
Nem por aquilo que senti.
Voarei para longe,
Fora do teu alcance;
Para não me sentir,
Terei que de ti fugir.
Fugirei,
Só eu sei;
Para ultrapassar,
Essa forma de te amar.
Armindo Loureiro – 19/11/2011 – 01H05
Essa forma de te amar…
Olho dentro de ti,
E nada vejo;
Tua imagem foge de mim,
E não sei o que fazer…
Será que é isso que queres!
Ou será só para chatear.
Viras-me as costas,
Vais-te embora;
E eu pergunto:
Que se passa?
Porque me fazes isso…
Não me respondes!
E eu fico triste…
Porque esperava,
Pelo menos;
Um sim,
Ou um não;
Às perguntas do coração.
Será que o tens?
Se calhar não!
Não o sinto…
Mas tu lá sabes…
Não venhas depois,
Mais tarde;
Procurar o que agora não queres.
Que eu não estarei aqui,
Nem por ti;
Nem por aquilo que senti.
Voarei para longe,
Fora do teu alcance;
Para não me sentir,
Terei que de ti fugir.
Fugirei,
Só eu sei;
Para ultrapassar,
Essa forma de te amar.
Armindo Loureiro – 19/11/2011 – 01H05
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
SENHOR EU PRECISO DE UM MILAGRE.
DIGAMOS "NÃO" Á SOLIDÃO!!!

Quantas pessoas conhecemos que estão sós?
Quantas pessoas que trocariam um tempo da sua vida por uma palavra amiga?
Quantas vezes poderiamos ajudar mas não o fazemos?
Falemos com os irmãos que estão sós...Demos uma palavra amiga!!!
Não o deixemos a falar com o Pinguim.....
NÓS PODEMOS AJUDAR A ACABAR COM A SOLIDÃO!!!
SR JESUS..
NÃO TE ENVERGONHES!!!
I LOVE YOU
SIMPLES ASSIM.
Tem gente que carrega nos olhos, O brilho das estrelas.
Nos lábios um imenso sorriso.
Na alma a luz do sol e um coração repleto de bondade...
Estas pessoas eu chamo de simplicidade.
Gosto de gente simples assim,
Aquelas de bom dia, boa tarde e boa noite,
Quando nos falam sentimos abraçados por elas,
Porque tecem palavras de conforto.
Por onde passam espalham luz e
Trazem consigo o rótulo da humildade.
Ao lado delas somos importantes
Elas nos fazem sentir gigantes.
São feitas de essência de Deus
Pessoas de personalidade, porque a verdade
Só tem um jeito de “ser”.
São tão especiais, que quando estão longe,
A gente quer perto, quando estão pertos
A gente as quer pra sempre.
Gosto de gente “simples assim
no meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
O Amor não é
VIVO.

Vivo intensamente sim...
E se o equilíbrio está no caminho do meio...
Há momentos em que você precisa optar...
Tudo é passível de mudança e é preciso ser Forte para perceber que a “persona”também é flexível e muda...
A questão então é ter Flexibilidade...
É preciso saber ser Intenso mas flexível ao mesmo tempo...
E se viver intensamente é estar entre a vida e a morte...
Não deixa de ser o caminho do meio...
Eu... sempre filosofando demais...
Talvez você tenha uma idéia equivocada sobre a minha pessoa ...
Talvez você me conheça mais do que você imagina ...Ou talvez você realmente não me conheça...
Talvez você não conheça a si mesmo...
Ou Talvez eu seja apenas alguém bem diferente de você!
Talvez nada disso me importe tanto quanto você pensa...
Talvez você tenha lido Tudo isto até aqui porque se importe mais do que eu ...
Mas só talvez!
SER EU..

Gosto de ler coisas que me façam pensar diferente...Posso mudar de idéia!!!
Gosto de pessoas de "atitude" que fazem com que eu reflita sobre as minhas...
Gosto de aprender tentando e crescer através das minhas experiências.
Gosto ser surpreendido...
Acredito muito no potencial humano...
Na verdade eu amo o Ser Humano de uma forma em geral
Escolhi minha profissão por amor ... Tornei-me o que sou por amor
Alias “o amor me move... Só por ele eu falo...”
Tenho paixão pela minha vida!
Por isto estou sempre sendo complacente comigo mesmo...
Mas sei admitir quando erro
Sei pedir desculpa
E estou aprendendo a lidar com a minha amiga ansiedade.
Gosto de pessoas de "atitude" que fazem com que eu reflita sobre as minhas...
Gosto de aprender tentando e crescer através das minhas experiências.
Gosto ser surpreendido...
Acredito muito no potencial humano...
Na verdade eu amo o Ser Humano de uma forma em geral
Escolhi minha profissão por amor ... Tornei-me o que sou por amor
Alias “o amor me move... Só por ele eu falo...”
Tenho paixão pela minha vida!
Por isto estou sempre sendo complacente comigo mesmo...
Mas sei admitir quando erro
Sei pedir desculpa
E estou aprendendo a lidar com a minha amiga ansiedade.
MINHA METADE

Acredito que quando é meu vem com força...
Quando é mais ou menos não é para ser!
Não gosto de situações obscuras
Não gosto de pessoas que estão metade junto a mim...
E a outra metade na duvida sem saber para onde vai...
Não gosto de viver mais ou menos
Beijar mais ou menos
Abraçar mais ou menos
Sentir mais ou menos...
Nestas situações eu não sou eu...
Sou parte de mim e acredito que não flui como deveria...
Algo que aprendi é que se eu não compreendo você a culpa é sua e vice versa...
Me mostro à medida que você se mostra ...
Mas às vezes você só vê aquilo que quer ver...
Ou que pode ...
GRUPOS

Faço parte de um pequeno grupo de pessoas
Que não gostam das coisas mais óbvias...
Enquanto todos vão aos mesmos lugares
Eu procuro ir aonde acho mais interessante e edificante
Enquanto todos seguem a "modinha"
Eu prefiro fazer o que me dá alegria
Enquanto todos olham para o mesmo lado
Eu desvio o meu olhar para o que atrai o meu sentimento
Procuro estar no Presente
Mas confesso que o passado é algo inerente a minha condição humana...
Diariamente ouço com atenção as pessoas que chegam a mim
Mergulho no interior de cada uma quando me permitem
E juntas descobrimos um caminho para emergir...
Tento sempre compreender o que querem de mim
Quando sintonizam comigo
Mas às vezes a própria pessoa não sabe o que quer
Aí fica mais difícil!
Troco energia na medida do possível
Mudo de Polaridade se preciso for
Posso ser o que você quiser
Não tenho Medo
Participo de tudo que sou capaz
Mas só posso ir até onde me permitem
De qualquer forma eu tento
E sempre dou o melhor de mim
Sou o que a sua percepção lhe permitir enxergar...
Talvez eu seja mais louco do que você acredita...
E mais inteligente do que você imagina!
Talvez eu seja mais intenso do que você pensa...
E mais feliz do que você jamais sonhou!
Talvez eu tenha coragem de dizer o que você não ousa
Ou saiba dizer de forma simples o que você não consegue expressar...
Talvez você não compreenda nada do que eu digo...
Mas se não, é porque não é mesmo para você compreender.
Talvez eu me permita ser diferente a cada dia
Ou talvez eu simplesmente seja assim
E realmente goste de ser assim...
Talvez eu goste de acordar todos os dias e fluir com a vida
Dizer o que sinto porque sinto.
Gosto de rir de mim mesmo
De fazer drama quando estou muito triste até passar a dor...
Mas também quando passa vai de uma vez só!
Que não gostam das coisas mais óbvias...
Enquanto todos vão aos mesmos lugares
Eu procuro ir aonde acho mais interessante e edificante
Enquanto todos seguem a "modinha"
Eu prefiro fazer o que me dá alegria
Enquanto todos olham para o mesmo lado
Eu desvio o meu olhar para o que atrai o meu sentimento
Procuro estar no Presente
Mas confesso que o passado é algo inerente a minha condição humana...
Diariamente ouço com atenção as pessoas que chegam a mim
Mergulho no interior de cada uma quando me permitem
E juntas descobrimos um caminho para emergir...
Tento sempre compreender o que querem de mim
Quando sintonizam comigo
Mas às vezes a própria pessoa não sabe o que quer
Aí fica mais difícil!
Troco energia na medida do possível
Mudo de Polaridade se preciso for
Posso ser o que você quiser
Não tenho Medo
Participo de tudo que sou capaz
Mas só posso ir até onde me permitem
De qualquer forma eu tento
E sempre dou o melhor de mim
Sou o que a sua percepção lhe permitir enxergar...
Talvez eu seja mais louco do que você acredita...
E mais inteligente do que você imagina!
Talvez eu seja mais intenso do que você pensa...
E mais feliz do que você jamais sonhou!
Talvez eu tenha coragem de dizer o que você não ousa
Ou saiba dizer de forma simples o que você não consegue expressar...
Talvez você não compreenda nada do que eu digo...
Mas se não, é porque não é mesmo para você compreender.
Talvez eu me permita ser diferente a cada dia
Ou talvez eu simplesmente seja assim
E realmente goste de ser assim...
Talvez eu goste de acordar todos os dias e fluir com a vida
Dizer o que sinto porque sinto.
Gosto de rir de mim mesmo
De fazer drama quando estou muito triste até passar a dor...
Mas também quando passa vai de uma vez só!
Quando não houver saída


Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida...
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança...
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol...
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando
Que se faz o caminho...
Quando não houver desejo
Menina linda LAYZA.
Essa menina tão bela,
Sangue bom, ternura e trança
Anda como uma gazela
E dança como criança!
A menina bem corada
Persegue a paz, e na vida,
Em aurora pressentida,
É com versos temperada!
A mocinha bem sapeca,
Nesse mel de toda a vida,
De carinhos é nascida,
Alma levada da breca!
Encantos de teu sorriso
À sombra das oliveiras,
Teu lindo cabelo aliso
Ao perfume que tu cheiras...
No banquinho eu sentei,
Meu amor já tinha ido,
E de coração sofrido,
Bem quietinho eu chorei.
Mas foi quando te encontrei,
No caminho desta vida,
Já curei toda ferida,
Eu dancei, pulei, cantei!
BEM SABES..
que voaria contigo até o infinito Eu era a leveza e a intensidade de um amor
Os relógios do mundo paravam quando tua boca tocava a minha
Eu sorria ao lembrar que dividia contigo o mesmo universo
Hoje caminho pelas ruas sem mais procurar por ti
Sei onde estás
Sei quem tu és
"Inteiro
Metade
Fragmento
Átomo"
Hoje minha pele é fogo
E queima a tua
Meu coração é nuvem
Partículas de poeira
Perdi os sentidos
E fiquei com uma poça vermelha
Sob meus cabelos
Silêncio.
Respeite os mortos
E vista branco para o funeral
Escreva em minha lápide:
"Eu te amo"
Sandra Fuentes
TEMPO ..

TE CONHECI...
EM QUE FÉRIAS DE VERÃO..
EU TE PERDI...(MÚSICA)
TEMPO ...
EM QUE ESTRADA ANDAREI...
PRA TE ENCONTRAR...
EM QUE PRAIA EU IREI ...
TE BUSCAR...
EM QUE NOITES ENLUARADAS...
TEREI VOCÊ...
EM QUE TARDES DE VERÃO...
QUENTES E INSTIGANTES...
IREI TE VER...
MESMO POR INSTANTES...
NÃO SEI...NÃO QUERO PLANOS FAZER...
NÃO IMPORTA O TEMPO...
PARA MIM O QUE BASTA...
SERÁ TUA PRESENÇA...
SERÁ TEU ABRAÇO...
QUENTE...ACONCHEGANTE...
E NESSE MOMENTO...
O QUE MENOS IMPORTA...
SERÁ O TAL TEMPO...
POIS SERÁ TÃO BONITO...
QUE ESQUECEREMOS LÁ FORA...
TUDO QUE NOS SUFOCA...
POIS O AMOR ...
NÃO TEM HORA...(Noêmia Costa
Estrela
Permaneces no momento
Em que te vi, deliciosa,
E no mesmo sentimento
De uma canção amorosa.
Teu olhar domina o vento
E as primícias de uma rosa
Ofertada no invento
De uma alma ardorosa!
Nossos céus, de mil estrelas
São de brilhos permanentes...
Teus olhos, de tanto vê-las,
Traçam purezas recentes.
Amores e noites belas
Marcam-te o corpo, não sentes?
Francisco Settineri
O Infinito de Mim

Eu conheço tuas batalhas, revoltas, tempestades.
Todas as lembranças que tenho de tempos
Em que não fazíamos perguntas, adivinhávamos
Um ao outro por total sincronicidade.
Mas já não ouço as mesmas canções, não leio
Os mesmos poemas, sou uma total estranha de mim, de ti,
Dos ideais pretéritos, dos sonhos e expectativas.
Meu amor está preso a outras vidas, outras eras.
E assim olhando a mesma estrada
Na qual nos apaixonamos sinto que o cristal quer, por vezes,
Reunir as partículas de nós. Ainda seria possível? Ainda haveria tempo?
Minha alma está em carne viva sentida.
Sendo o amor de ato de amar sem princípio ou fim
Em qual parte da viagem nos perdemos?
É como se não falássemos mais a mesma língua,
E em labirintos de uma torre de babel cada um estivesse.
Sem água, sem pão, em opostos lados da mesa
À míngua de recordações, meu amor ficou no passado, no entendimento apartado
Na reverência da imperfeição.
Sem poesia, sem filosofia à mercê dos abutres de espíritos
Das mundanas sensações, desprendendo-se de nós, pela interferência da multidão.
Estás no mesmo campo de batalha, mas em trincheiras abaixo do céu
Onde teu corpo se esconde. Eu, estou acima das terras,
Afagada pelo vento, indomado fogo que sou. Eu vôo nos prados, enquanto você cavalga.
E observo as desconhecidas carnes, os cheiros, as cores das especiarias, e experimento tudo.
Cada movimento literal dos jardins e dos espelhos de água. A dança das águas.
Qual abelha em almeja construir favos de mel, o novo mel dos homens.
Em busca da perfeita flor a se extrair o néctar da vida, e sorver cada gota de poesia.
Sou dama medieval em lagos profundos em que abrigo tua espada.
Entre o sacro e o profano faço o meu amor, em modo de ser próprio.
Preciso do processo dialético, de sentir vida em meu silêncio milenar,
De voltar às minhas raízes extracorpóreas, no meu próprio altar, pois
Insaciável sou em fome e sede de conhecimento, de trilhar outros caminhos,
Sou o sentir do amor e dor exacerbados, em epiderme densa, minha armadura se parte.
E a olhos nus resto segurando ventrículos e válvulas, visceralmente mortificada para ressurgir
Em desencontro de ti arranco do peito o coração, que ainda bate vivo em minhas mãos...
BANQUINHO DE PRAÇA
Sentei-me num banquinho
Emocionado li tanto
Encantei-me não de mancinho
Com tanto amor em todo canto.
Versos incrivelmente belos
Dos mais simples aos bem complexos
Ricas palavras de carinho
Escritos de falantes corações fraternos.
Sentado aqui neste banquinho
Sinto-me numa praça verdejante
Olho a todos os lados ligeirinho
Vejo que a paz aqui é uma constante.
Em verso, prosa e rima
Todos dão o seu recado
Alguns meio entristecidos
Outros bem humorados.
Debruçado aqui neste banquinho
Viajo nas linhas com forte imaginação
Delicio-me emocionado
Com relatos de ardentes paixões.
Aqui reina a boa leitura
Amizade, união, confraternização
Vislumbro o mundo inteiro
A cada letra escrita com emoção.
Henrique d’ Almeida.
A VIDA DE HOJE EM DIA
No início normalmente sempre tão confusa
Tantas dúvidas e questionamentos a mil
Inseguranças aos poucos vão se impondo.
Oscilações surgindo na mente e no coração.
Com o tempo começamos
a ser mais blindados e reservados
Deixamos de fazer até colocações
Escondendo sentimentos...
Começando a armazenar, a acumular,
enchendo nosso baú.
No tempo ‘mocosamos tralhas’
que nem lembramos mais.
Tantos segredos têm que só nós sabemos.
Como vamos aprendendo a nos policiar!
Vamos-nos policiando, policiando, policiando,
Que chega uma hora nem mais nos conhecemos.
E ai vem a volta para tentar
novamente se encontrar.
Desembaraçar o novelo
formado pelos inúmeros erros,
Pelas escolhas erradas,
pelos sentimentos equivocados.
E aí tudo vai sendo atropelado
no transcorrer do ser...
Tantos questionamentos
vão surgindo nos íntimos...
Mesmo em alguns poucos anos,
que seja aos quinze,
Tão confusos e perdidos
muitos jovens se encontram
Assim como uma boa parte
de nós ‘coroas’ não fica atrás.
Como orientar então os jovens
se os pais quarentões
Muitas vezes se encontram
mais perdidos que os filho?
Como pode se mostrar
o caminho e ensinar alguém,
quando se está confuso,
desnorteado e perdido também?
‘A felicidade provém do íntimo, daquilo
que o Ser humano sente dentro de si mesmo’
Roselis Von Sass (graal.org.br)
PINTAR AS PALAVRAS
O dia escoa devagar em tua imensidão
Recolhes-te
As areias da praia nuas de ti choram
Água cristalina
Lágrimas tuas encontram-te no leito
Onde repousas
A saudade exasperada, toma corpo
Nervoso
O peixe encurralado nada em círculos
Em silêncio
Permanecem as pedras sem arestas
Seixos
Arredondados pelo teu vai e vem
Continuo
Em silêncio espero pintar a saudade
De branco
Teu lençol onde deito as memórias
Espraiado
Pelas areias ainda húmidas, esfumasse
O sentido
De cada coisa una mas separata
Sabes, prisioneiros como o peixe
Choramos a saudade em silêncio
Não passamos de seixos em formação
A quem a vida como tu, Mar
Vai limando as arestas, devagar
Pelo tempo infinito, interminável
Tudo diminui, até o sentido
Que não encontro nas palavras
José Apolónia
O sonho
Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.
Clarice Lispector
Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice Lispector
Qual é a sua cor?
Minha cor é de gente
Que sob o sol quente
Reclama do calor
Eu tenho a cor do mundo
Cuja lagrima vem do fundo
Quando sofre por amor
Minha alma é colorida
É da cor que a vida pinta
De uma raça multicor
Então eu te pergunto
Porque me discrimina
Qual é a sua cor?
Nevio Burgos
OLÁ
COMO E QUÊ SE ENCONTRA UMA GRANDE AMOR NUM SALÃO DE DANÇA,OU SEMPRE QUE NOS VEMO AQUELE FILMES DE AMOR ROMANCES ONDE PASSAM AQUELAS HISTORIA IMPOSSIVEIS CONTOS INIMAGINÀVEIS A GENTE COMERÇA A TER EM MENTE O QUÊ PODERIAMOS FAZER PARA ENCONTRASSE UMA PAIXÃO PARA QUÊ FISSES COM QUÊ A GENTE PERDESSE O MÊDO.
QUEM E QUÊ NÃO SONHA EM SER BEM AMADA, BEM DESEJADA PELA PARCEIRO MULHERES NECESSITAM DE PARCEIRO PARA SE SENTIR, UM POUCO MAS SEGURA PARA PODER ACREDITAR NO QUÊ SÃO CAPAZES OU NÃO DE FAZER E SENDO ASSIM PODEMOS DIZER QUANDO NÃO TEMOS ESTA CAMPO PERFEITAMENTE PLANEJADO AI COMENSAM A SE SENTIR INSEGURA, INPOTENTE.
AMAR E O VERBO QUÊ MAS FAZEMOS EM NOSSAS VIDAS NÃO É MESMO AMAMOS UMA PESSOA E SEM QUERER NOS PERDEMOS POR ELA, SEMPRE QUÊ SENTIMOS COMO SE MILHARES DE BORBOLETAS INVADISSEM NOS ESTOMAGO A GENTE "COGITA A FAMOSA IDEIA DO FELIZ PARA SEMPRE."
E QUANDO VIVE EM UM RELACIONAMENTO ESTÁVEL E AMOROSO COM O PASSA DO TEMPO A ROTINA O DESCASO TOMA CONTA DAQUILO QUÊ SENTIMOS, E COM ISSO PASSAMOS A OLHAR CADA VEZ MAIS PARA OS LADOS CADA VEZ MAIS PARA ONDE NÃO DEVERIAMOS SUPOSTAMENTE IR. MAS ISSO É LEDO ENGANO.
SE CONSTRUISTES TUDO REALMENTE COM BELEZA E PUREZA DE SENTIMENTO RESTAR AINDA MAGNIFICA AMIZADE.
ASSIM COMO AS MAIS MAJESTOSA CONTRUCÕES DA HUMANIDADE DEIXARAM SANTUOSA RUINAS CUIDAMOS E ADMIRAMOS A AMIZADE FRUTO DE UM AMOR VERDADEIRO
O PALHAÇO…
Palavras, palavras e mais palavras
Não ditas, não escritas, não faladas
Não
Não, não e não, nada disso
Palavras choradas, sim, choradas
Pelo corpo titubeante do palhaço
A plateia de crianças ri em gargalhadas
Os rostos da criançada iluminados
O palhaço esse o palhaço chora e ri
Na sua coreografia colorida
Por onde se esconde sua alma descuidada
E nos faz esquecer esta palhaçada de País
Onde outros palhaços vestidos sem cores
Em suas estranhas coreografias cinzentas
Riem, brincam e usam-nos sem pudor
Estranhos palhaços estes que só nos dão dor
José Apolónia
Quero mudar a cor deste dia!
O sol tinha desaparecido
fiquei cansado de esperar
o mundo parecia esquecido
e sem vontade de acordar
Procuro um amigo
para poder desabafar
e assim fugir do perigo
da alma se afastar
Procuro um sorriso
que me faça sonhar
para chegar ao paraíso
e nunca mais voltar
Preciso de chamar pela vida
não posso mais me esconder
após uma longa descida
quero subir à terra e viver
Quero dizer olá ao mundo
estou aqui para te conquistar
não vou perder sequer um segundo
apenas para me lamentar
Quero mudar a cor deste dia
e assim poder cantar
procuro a melhor melodia
para fazer a alegria regressar
Qual
guerreiro que luta sem parar,
Nossas noites em loucos desafios.
Fazendo das batalhas, tanto amar,
Deitando em nossas camas, nossos rios.
Na enchente do prazer, se transbordando,
Dilúvios e torrentes, as cascatas...
Aos poucos neste amor vou me afogando,
Embrenho por teus bosques, tuas matas.
E sinto este pulsar do coração,
Em sôfregas torturas da ternura.
Vibrando com tamanha sensação,
Deitando nestes rios, as venturas.
Que trazem para o amor, essa emoção,
Que fazem deste amor, inundação!
marcos loures
As Palavras
Palavras imensas
Palavras
Que se escrevem
Que se dizem
Que gostamos e não gostamos
Palavras sem vida
As palavras nascem, morrem e renascem
E tantas há que mais não são do que arquivo morto
numa coisa a que chamamos dicionário.
Aí, moram palavras criadas e desconhecidas à espera de vida!
Amo a minha flor…
Mas que belos são os momentos
Em que o amor acontece
Lá se vão todos os tormentos
Quando o corpo se aquece
Fazer amor a contento
Nem sempre isso acontece
Mas lá haverá o momento
Que tu me chamas numa prece
Oras sem ser a rezar
Clamas logo ao Senhor
Ai meu Deus eu estou a amar
Este homem é um fervor
Quero mais um bocadinho
De tudo o que está a acontecer
Faz-me mais um miminho
Meu amor eu quero ver
Fervo quando estou contigo
Pelo amor que tu me dás
És homem, és meu amigo
Boa amante tu me farás
É assim que te quero ter
No teu amor assim por mim
Vamos os dois, vamos fazer
Com que o amor seja sempre assim
Que o amor sempre aconteça
De uma forma lisonjeira
Mesmo que às vezes não pareça
Estou aqui na brincadeira
Gosto muito de brincar
Ao que o amor tem de bom
É assim que se deve amar
Lá no fundo do coração
São estas as minhas paixões
Quando penso no meu amor
São tão belos os corações
Que só amam a sua flor
Armindo Loureiro
Teu corpo reluz…
Teu olhar me seduz
Tua boca me beija
Teu corpo reluz
E o meu ele enseja
Mas que lindo teu olhar
Quando se mira em mim
É um olhar de encantar
Que por mim tens assim
Gosto muito desse olhar
Disso podes ter a certeza
Teu olhar é de encantar
Quando olho é só beleza
Mas que lindos são teus olhos
Quando os vejo ao luar
Tem por mim amor aos molhos
É mui fácil eu os amar
Beijo-te, abraço-te meu amor
Ficas muito admirada
Para mim és a flor
És meu bem ó minh'amada
Quando te tenho ao meu lado
Eu não sei o que fazer
Mas se teu amor me é dado
É assim que te quero ter
Dás-me todo o teu amor
Na expectativa de teres o meu
E para ti ó minha flor
Meu amor será sempre teu
Armindo Loureiro
Ama-me...
a metade do que eu te amo.
Deseja-me...
a metade do que eu te desejo.
Sonha...
a metade do que eu sonho contigo.
Sorri...
a metade do que eu sorrio quando te vejo.
Pensa em mim...
a metade do que eu penso em ti.
Faze por mim...
a metade do que quero fazer por ti.
Vive...
a metade do que eu quero viver contigo.
Chora...
a metade do que eu tenho chorado por ti.
Luta...
a metade do que eu tenho lutado por ti.
Talvez assim, e só assim,
tu entenderás
a dimensão desse meu amor.
a metade do que eu te amo.
Deseja-me...
a metade do que eu te desejo.
Sonha...
a metade do que eu sonho contigo.
Sorri...
a metade do que eu sorrio quando te vejo.
Pensa em mim...
a metade do que eu penso em ti.
Faze por mim...
a metade do que quero fazer por ti.
Vive...
a metade do que eu quero viver contigo.
Chora...
a metade do que eu tenho chorado por ti.
Luta...
a metade do que eu tenho lutado por ti.
Talvez assim, e só assim,
tu entenderás
a dimensão desse meu amor.
SEDUÇÃO
Eu quero a sedução destes teus olhos,
Eu quero esta beleza feita flor
Que traz tanta alegria, tantos molhos,
E faz brotar assim, meu grande amor...
Eu quero neste orvalho matinal,
Matar a minha sede e meu desejo.
Levando a fantasia no embornal.
Deitando em meu amor, um doce beijo...
Sonhando com amor, distante mundo,
Carinhos que preciso quando afagas.
Deste dilúvio, tonto, já me inundo,
Buscando teu amor, infindas plagas...
Eu quero ser acaso sem ocaso,
De tanto amor que tenho, até me caso!
MARCOS LOURES
Ser reflexivo…

Eu que prezo toda a gente
Tenho algumas dificuldades
Em entender um ser contente
Por fazer algumas maldades
É uma mente destorcida
Aquela que pensa assim
Nunca fez nada na vida
É o que a mente me diz a mim
Há quem brinque a bom brincar
Com este tipo de situações
É gente que não sabe amar
Não sabe o que são paixões
Mas o que é que vamos fazer
Para tentar dar a volta a tal
Nada há a fazer a esse ser
Seu coração só pensa no mal
Mas se formos persistentes
Na tentativa de o sensibilizar
Talvez considere os presentes
Nas suas acções de vir a amar
Eu ficaria muito contente
Se só um conseguisse virar
E fazer com que sua mente
Ao amor tudo viesse a dar
São estas as reflexões
Que faço quando nada faço
Introduzo-me nas paixões
De alguém que não tem espaço
Armindo Loureir
MORENA SAPECA
Morena sensual que sei sapeca,
Uma açucena rara,a tão bonita.
Bem sei que quando amável logo peca,
Meu coração tristonho já se agita.
É carne maviosa, uma bisteca,
Rebrilha nos meus olhos, qual pepita.
A fonte dos desejos logo seca,
Morena delicada, laços, fita...
Mas vejo que este amor não tem futuro,
Embora na morena, um bom perfume,
Ser enganado assim, querida, é duro.
Por isso estou alerta, aberto um olho,
Morena tão gostosa... meu ciúme,
Há muito coloquei barbas de molho!
Canta-me meu bem…
Cantaste-me uma canção
Muito perto do ouvido
Fiquei com a sensação
Que era amor a ser vertido
Numa voz melodiosa
Era assim que tu cantavas
Tu não sendo famosa
Eras bela no que me davas
Apaixonei-me pela tua voz
E a seguir pela tua boca
Deus a mim me deu a noz
Não quis uma mente louca
Enlouqueço se me cantas
Uma canção de embalar
E fico desperto até às tantas
Só com o desejo de te amar
Tua voz se coaduna
Ao resto da tua pessoa
E minha vela se enfuna
Ao ouvir-te, coisinha boa
Gosto de ti porque gosto
E não gosto de mais ninguém
Nunca me deste o desgosto
De sentir que não és meu bem
Armindo Loureiro
TE PERDER DENTRO DE MIM
Eu quero te perder dentro de mim,
Levar-te a tal loucura que vicia,
Vestígios de delírios no jardim
Que só amor sedento propicia.
Cerejas e maçãs, início e fim,
Rompendo estas barreiras, ganho o dia,
Num êxtase profundo, ser assim
O máximo, ponto alto da alegria.
Quero o que quiseres, sem limite,
Em teus cálices bebo teus desejos.
Tudo que a loucura nos permite
É pouco se comparo ao que proponho.
Roubando em teu prazer, milhões de beijos,
Irei te decorando com meu sonho...
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Saio da Solidão
Cúmplice de todos os sonhos
Parceira permanente do fascínio
Levei flores para a varanda
Levantei arrastei tapetes
Deixei o corpo dividido
Harmonizei-me feito vinho
Bom do néctar ao volume.
Insisti contei contos inteiros
Contemplei assim o crepúsculo
Da geometria plena daí
Diviso o horizonte da vida
Percebo não estar mais só
Agora tenho o sol luzes
Que ilumina veste meu jardim.
Já recupero a esperança
As sombras de leve esvaem-se
Vem um mundo de belezas
Saio de minha saudade
Eterna companheira que castiga
Solidão se vai como folha solta
Em poemas pétalas inventadas.
Iára Pacini
Veredas
As sobras dos dias do sertão,
Farelos de pó que ressequidos,
Nos bicos dos pássaros fugidos
Enchem de mágoas da estação.
Minha cabeça queima e eu tonteio!
Mas o assombro é onde me afundo,
No calor do sol, um moribundo
Que ainda não soube por que veio.
Até a miséria tem sua cama
De terra batida e chão queimado
Mas lá, muito lá, o corcovado
Cristo no relento não reclama.
Eu reclamo, sim! De tudo eu choro!
Da vida, solidão e de saudade.
Se conto e reconto a minha idade,
Procuro um lugar... Aonde eu moro?
Fome! Ah, infame estátua fria
Se te agarro dóis na minha mão!
De uma dor se mata um coração.
De quantas perpetua-se a agonia?
Me falto... Vou de adeus a passarada
Cá em baixo já não sinto os pés
Oh! Senhor, me dizes quem tu és?
Cala, onde estou! Não digas nada!
DOCE PECADO
Amei-te hoje com todas as forças
Não podia... Ainda ando enlutada
Coração trancado, alma sem rosas
Do espinho duro envenenada...
Amei hoje teu odor quando roçaste
Minhas narinas no teu peito nu
Mãos em minhas ancas, tu agarraste
Tão ágil feito bote d’urutu!
E fomos nesse bailado de serpentes
Pernas, braços, mãos, sexos acoplados
Doce pecado em chamas ardentes!
E o coração? Ainda trancado, confuso
A alma envenenada de paixão
Só pelo teu órgão, qual urutu, obtuso!
No que eu penso…

Estou aqui estou a pensar
Naquilo que devo fazer
Já que vos quero amar
E vos dar todo o prazer
Mas não sei se vos darei
Aquilo que vós quereis
E se em vós eu sentirei
O amor que vós sabeis
Gostaria que fosse diferente
Para ser mais respeitado
Com vosso amor ficar contente
E ser o vosso querido amado
O amor que tenho por vós
Vou um dia denunciá-lo
Vou vos dar a minha voz
Ao cantar-vos o meu fado
Foi assim que eu senti
Esse amor puro e belo
Eu nunca a vós menti
Porque em vós queria tê-lo
Armindo Loureir
Medo e Alivio
Rezo, por nao perde-lo
Medo de perde-lo
Medo do vazio
Medo da vida
Mas se perco
o que sentir
o medo de sentir alivio
ou o alivio de sentir o medo
Medo de pensar
medo de sofrer
medo do inesperado
o medo de viver
Medo de nao aguentar
de nao poder ve-lo
de nao poder senti-lo
de nao poder toca-lo
Alivio e medo
entrelaçados
confusoes e angustias
em nossos coraçoes
em nossos pensamentos,
escorregam lagrimas
entre o alivio e o medo
o que fazer.
Cristina Borges
Medo de perde-lo
Medo do vazio
Medo da vida
Mas se perco
o que sentir
o medo de sentir alivio
ou o alivio de sentir o medo
Medo de pensar
medo de sofrer
medo do inesperado
o medo de viver
Medo de nao aguentar
de nao poder ve-lo
de nao poder senti-lo
de nao poder toca-lo
Alivio e medo
entrelaçados
confusoes e angustias
em nossos coraçoes
em nossos pensamentos,
escorregam lagrimas
entre o alivio e o medo
o que fazer.
Cristina Borges
terça-feira, 15 de novembro de 2011
QUATRO PENAS
Quatro penas, simplesmente num ser,
Fazem um cargo, por demais pesado;
Quem todas ainda não conhecer,
Irá ter algumas para sofrer,
E assim cumprir o seu próprio fado…
Para o corpo, até serão penas leves,
Sem terem enorme peso a valer;
Contudo, dentro dele, pesam neves,
Causando-nos como que frias febres,
E muito difíceis de combater...
Dessas negras penas de padecer,
O ódio, tem presença vincada,
A amizade que acabou por morrer,
Um grande amor, a ter de se esquecer,
E uma cruel traição, inesperada…
II
Ter-se uma amizade é ter-se riqueza,
E às vezes chegando, sem se contar;
Porém se a dada altura há briga acesa,
O certo é que desde aí, concerteza,
Uma pena a alma, irá carregar…
Como a dor dum punhal ou dum arpão,
São os efeitos dessas penas feias,
Conhecidas por ódio e por traição,
E que arrasam o nosso coração,
Depois de nos terem minado as veias…
E quando nos incendeia o amor,
Faz a nossa alma até ficar em brasa;
Mas se é gerada, ideia, contra ideia,
O então férreo elo, desencadeia,
E logo, tudo o que era bom, se arrasa…
III
Tais penas, visíveis ou encobertas,
Tais pesadas penas do coração,
Deixam-nos doridas chagas, abertas;
E é mesmo uma pena, essas penas certas,
Ficarem na nossa recordação!...
Maria do Sameiro Matos
É preciso
ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
... ... ... ... mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para faze-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.
Se você sente que lhe faltam a força e a coragem,
queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje com seu calor e Amor !
E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz que há um Amigo,
vivendo num outro lado do Mundo, desejando que você esteja bem e que,
acima de tudo, seja muito feliz!!!
(Silvia Schmidt)
Gosto de ti assim…

Gosto de ti porque gosto E a mais não sou obrigado
E quando a ti me encosto
Canto-te logo o meu fado
É assim que eu gosto
De a ti me encostar
És o meu melhor encosto
És aquele que quero amar
Amo-te perdidamente
Deixa-me isto t’o dizer
Estás toda na minha mente
És a mulher que quero ter
Estou deveras apaixonado
E não sei o que fazer
Quero ser o teu amado
Desde agora até morrer
Espero que isto me consinta
Para mal dos meus pecados
E teu coração não me minta
Meus amores são endiabrados
Armindo Loureiro
E quando a ti me encosto
Canto-te logo o meu fado
É assim que eu gosto
De a ti me encostar
És o meu melhor encosto
És aquele que quero amar
Amo-te perdidamente
Deixa-me isto t’o dizer
Estás toda na minha mente
És a mulher que quero ter
Estou deveras apaixonado
E não sei o que fazer
Quero ser o teu amado
Desde agora até morrer
Espero que isto me consinta
Para mal dos meus pecados
E teu coração não me minta
Meus amores são endiabrados
Armindo Loureiro
A CONDIÇÃO DO POETA
Disseram-me certo dia,
Que o poeta, esse coitado
Volta-se p’rá poesia
Por não passar dum frustrado.
Sorri, talvez convencida
Mas frustração, no entanto
Dá muita vez, à partida
A um poema, enorme encanto.
Contudo, tal julgamento
À condição do poeta
Motivara-me ao intento
Duma resposta correcta
Respondi, que o é, talvez
Por sentir, como ninguém
A fraqueza e pequenez
Das coisas que a vida tem.
E pelo amargo conflito
De saber que tem razão
Numa mensagem, que é grito
E às vezes, soando a vão...
Ainda pela injustiça
Que de si ouve dizer:
De padecer de preguiça
Ou não ter mais que fazer...
Também pela vasta lista
De apodos, de “nota preta”
Tais como: ser Narcisista
E andar armado, em vedeta.
E por fim, pela agravante
De ser aquele mortal
Tido por extravagante
E ele saber-se normal!
Maria do Sameiro Matos
Que o poeta, esse coitado
Volta-se p’rá poesia
Por não passar dum frustrado.
Sorri, talvez convencida
Mas frustração, no entanto
Dá muita vez, à partida
A um poema, enorme encanto.
Contudo, tal julgamento
À condição do poeta
Motivara-me ao intento
Duma resposta correcta
Respondi, que o é, talvez
Por sentir, como ninguém
A fraqueza e pequenez
Das coisas que a vida tem.
E pelo amargo conflito
De saber que tem razão
Numa mensagem, que é grito
E às vezes, soando a vão...
Ainda pela injustiça
Que de si ouve dizer:
De padecer de preguiça
Ou não ter mais que fazer...
Também pela vasta lista
De apodos, de “nota preta”
Tais como: ser Narcisista
E andar armado, em vedeta.
E por fim, pela agravante
De ser aquele mortal
Tido por extravagante
E ele saber-se normal!
Maria do Sameiro Matos
Saudades

Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
Começou-me a consumir,

Um desejo ardente de,
Partilhar meus segredos.
Procurei por ti,
Mas não te encontrei,
Olhei para o céu,
E encontrei, a luz da minha alma,
Musa dos meus sonhos.
A lua é boa ouvinte,
É minha companheira,
Escuta-me em silêncio,
E não me interrompe,
Espalha sabedoria,
E derrama poesia.
Todos falam dela,
Da sua música e poesia,
Alguns até á pitam numa tela.
Poucos são os que sabem,
Dos seus segredos,
E arrastos de inspiração.
Guardo imagens suas,
Em minha mente,
Nela confio meus segredos,
Em momentos de solidão.
Telma Estêvão
TUA POESIA
Com a tua poesia, encantei-me,
São verdadeiros poços de sabedoria,
E sentimento,partilhas-te pensamentos,
E desamarras-te vários nós,
De tesouros á muito guardados.
Conheço as tuas frustrações,
E teus sentimentos de ansiedade,
Teu comportamento desorganizado,
E a tua entrega á loucura.
Mas tambem conheço,
O teu enorme coração e
Tudo quanto desejaram teus olhos,
Não lhes neguei, nem privei o,
Coração da entrega a essa paixão.
Não aborreci a vida,
Entreguei-lhe meu contentamento,
E teci uma teia de viajens,
Pelo tempo, fui para longe,
Bem longe e voei nas asas do vento.
Telma Estêvão
ALEGRIA, ALEGRIA
Pincele os seus momentos com alegria,
pois, quando eles se forem, não retornam.
Não deixe que a tristeza seja guia
das suas ilusões e das histórias.
Cultive sim belezas que se impõem,
diante do olhar e do coração...
Não deixe que se percam as ilusões,
e as notas delicadas de u`a canção.
O coração precisa desenhar
os sonhos que constroem as emoções,
assim poder sorrir e não chorar.
A vida, porém, solta na tristeza,
revela sofrimento, dor, tensões,
apaga qualquer luz que esteja acesa.
***
pois, quando eles se forem, não retornam.
Não deixe que a tristeza seja guia
das suas ilusões e das histórias.
Cultive sim belezas que se impõem,
diante do olhar e do coração...
Não deixe que se percam as ilusões,
e as notas delicadas de u`a canção.
O coração precisa desenhar
os sonhos que constroem as emoções,
assim poder sorrir e não chorar.
A vida, porém, solta na tristeza,
revela sofrimento, dor, tensões,
apaga qualquer luz que esteja acesa.
***
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