Oração da Árvore
Tu que passas e ergues para mim o teu braço
Antes que me faças mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno,
Ou sou a sombra amiga que tu encontras,
Quando caminhas no sol de agosto.
E os meus frutos são a frescura apetitosa
que mata a sede nos caminhos.
Eu sou a trave amiga da tua casa,
A tábua da tua mesa, a cama que tu descansas
E o lenho do teu barco.
Eu sou o cabo da tua enxada,
A porta da tua morada, a madeira do teu berço
e o aconchego do teu caixão.
Sou o pão da bondade e a flor da beleza.
Tu que passas, olha-bem e não me faças mal.
Veiga Simões
Monumento em Benafim, Loulé, Portugal
Oração da Árvore
Tu que passas e ergues para mim o teu braço
Antes que me faças mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno,
Ou sou a sombra amiga que tu encontras,
Quando caminhas no sol de agosto.
E os meus frutos são a frescura apetitosa
que mata a sede nos caminhos.
Eu sou a trave amiga da tua casa,
A tábua da tua mesa, a cama que tu descansas
E o lenho do teu barco.
Eu sou o cabo da tua enxada,
A porta da tua morada, a madeira do teu berço
e o aconchego do teu caixão.
Sou o pão da bondade e a flor da beleza.
Tu que passas, olha-bem e não me faças mal.
Veiga Simões
Monumento em Benafim, Loulé, Portugal


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