Há um temor de prosseguir inerte
E de cansar no meu sentir aflito
De ver tombar o que a palavra verte,
E acumpliciar-me num igual delito.
Irrompo a vida!... Isso acaso eu quis?
Buscar o verbo, e que ele não desabe
Se o mundo bruto, a me exigir feliz,
Faz perigar no riso o que me cabe.
Ao solo deito um delicado trevo,
Quase maduro, para as mãos de espera,
Às verdes sombras cheias de enlevo.
E nele, o amor, em forma de semente,
Na permissão floral da primavera
Ungido a tempo, seja um novo ente!
:~:~:~et:~:~:
Há um temor de prosseguir inerte
E de cansar no meu sentir aflito
De ver tombar o que a palavra verte,
E acumpliciar-me num igual delito.
Irrompo a vida!... Isso acaso eu quis?
Buscar o verbo, e que ele não desabe
Se o mundo bruto, a me exigir feliz,
Faz perigar no riso o que me cabe.
Ao solo deito um delicado trevo,
Quase maduro, para as mãos de espera,
Às verdes sombras cheias de enlevo.
E nele, o amor, em forma de semente,
Na permissão floral da primavera
Ungido a tempo, seja um novo ente!
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