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VENTRE DA HUMANIDADE…
Sinto o lado infinito da vida, em mim,
nas palavras que consagram a realidade de te pensar…
É eterno o olhar que me deste
no meio das carícias de um Outrora sonhado…
…é eterno o sentir das tuas mãos no meu corpo descoberto,
confiante e aberto, na Então realidade, do meu deserto…
A memória volta atrás…
Vejo o que não vi, nesta bandeja do Momento…o pensamento!
Vejo nela a mulher que” viveu” línguas de fogo
num corpo feito à medida dos êxtases da vida…
Saudade indefinida (-de quê?-)
balbuciante,
entorpecida e chorosa,
sem poesia na urgência do IR…
Página seguinte de mim no prazer do sangue quente,
sou andorinha aportada ao abrigo do teu-leito-ninho-ardente…
Voo ao céu no rasto do cheiro teu…
… fosforescências trementes a dançar a alegria
do arder do teu olhar,
pedra- viva saltitante do teu ser…
Uma borboleta de cores brilhantes, qual arco-íris do céu,
segue no caminho aberto pelo teu odor…
Afirma que não se pára o amor
quando rouba a vida a uma flor
que suspira , geme e cora ,ao ESTAR-Na –HORA
daquela loucura
em que os amantes ultrapassam as pontes
da doçura de viver…
Numa ilha etérea, isolada, cubro-me com raios de sol…
Escondo-me do teu brilho
que desnuda o que o sol não deixa ver…
Exponho a alma…dou-me…aceito e vivo!
Tu dás e morres-no-sucumbir-do-reviver!
O meu universo de Mar e tempestade descobre os encantos
perdidos dos teus recantos…
Noite e dia, invejosos da serenidade e alegria destes momentos de Eternidade,
latejam como estrelas lucicantes, de uma eterna madrugada…
A luz da Lua, no ventre da minha humanidade repousada,
vive os teus dedos
em movimentos ousados
dum céu de esplendores e encantos…
não vividos…DESEJADOS!
Marilisa Ribeiro
R-C12M-96- (ERT) - Dez/011
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