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MEMORIAS..
em nuvens de sangue atrasadas.Desmonto os dias quase mortos... e ressuscito o significado
a filtrar a memória.
Tudo é registado em segredo
e, assim, quando surge a teimosa sede,
bebo o que colhi para nosso bem-estar
longínquo de tudo.
Cerro pálpebras,
respiro a frescura de criptoméria
e pinto meu olhar em luz de conteira.
Na transparência do orvalho
trago a infância inteira,
observo os que morreram
e vidas que procuraram
lugares afastados
do berço que nasceram.
Por Nelson Moniz
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