domingo, 15 de janeiro de 2012

MEMORIAS..

em nuvens de sangue atrasadas.
Desmonto os dias quase mortos...
e ressuscito o significado
a filtrar a memória.
Tudo é registado em segredo
e, assim, quando surge a teimosa sede,
bebo o que colhi para nosso bem-estar
longínquo de tudo.
Cerro pálpebras,
respiro a frescura de criptoméria
e pinto meu olhar em luz de conteira.
Na transparência do orvalho
trago a infância inteira,
observo os que morreram
e vidas que procuraram
lugares afastados
do berço que nasceram.

Por Nelson Moniz


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