domingo, 15 de janeiro de 2012

Apetites poéticos…



Apetecia-me escrever
Sem nunca a caneta parar
Para um dia quando morrer
Ter algo para comigo levar

Gostava de levar comigo
Grande parte do que escrevo
Para na cova ficar dormido
A sonhar com o que não me atrevo

Há sonhos bem sonhados
Que se tem quando há vida
Mas depois de amortalhados
Vão os sonhos mais a lida

Lidamos com coisas belas
Enquanto por aqui andamos
Mas se não as pintamos em telas
Desaparecem
e não as amamos


É por isso que eu digo




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