quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O meu sentir



A tristeza,
Só durou o tempo,
De uma lágrima,
As alegrias são eternas…
Remexi no horizonte,
Para lhe arrancar,
Todas as promessas,
Que um dia me fez.
Dando
E recebendo com lentidão,
Eu quero…
Ser aprisionada e libertada.
Sentir,
A tua doce pele
E o teu desejo ardente.
Despertar,
Como um vulcão,
Cuspindo lava,
Em línguas de fogo.
Sentir,
O meu corpo aconchegado,
No teu olhar…com prazer.
Dançar
E serpentear,
Como quem ergue uma taça,
Pela primeira vez…
Navegar,
Nos pomares risonhos,
E andar sobre as ondas docilmente,
Afogar-me e renascer…
Só as estrelas,
Viram,
A tua mão a deslizar,
Ao longo do meu cabelo,
Numa carícia lenta e monótona,
Que me arrepiou,
Desde a nuca … que delírio.
Que explosão de sentimentos,
Tudo geme…
Que felicidade modesta!
Foi preciso provar,
Para saber dizer,
O que é amar…
Todo o meu ser… é teu.


Telma Estêvão

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