
O ser que é ser e que jamais vacila
Nas guerras imortais entra sem susto,
Leva consigo este brazão augusto
Do brande Amor, da grande Fé tranqüila.
Os abismos carnais da triste argila
Ele vence sem ânsias e sem custo...
Fica sereno, num sorriso justo,
Enquanto tudo em derredor oscila.
Ondas interiores de grandeza
Dão-lhe esta glória em frente à Natureza,
Esse esplendor, todo esse largo eflúvio.
O ser que é ser transforma tudo em flores...
E para ironizar as próprias dores
Canta por entre as águas do dilúvio!
Cruz e Souza
Pedras no caminho? Guardo todas,
um dia vou construir um castelo..."
(Fernando Pessoa)

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