O desesperado amor dos desgarrados
dividido numa lata de conserva
e num sexo espalhado pelo chão
O desesperado amor dos desgarrados
perdido numa rodovista
vesga em cada curva
é uma verdade convencida sem escrúpulo
porque o amor é o desespero que sorri
sorrir você é a loucura que acalma
O desesperado amor dos desgarrados
é o Rei de Copas sentado numa pedra
abandonado da sorte e da trapaça
Eu subo no trem disfarçado de mim mesmo,
a roupa-amarrotada é o pigarro
da alma detonada
eu apenas sei amar porque não tenho ninguém,
eu piso na estrada quando a sombra
dorme na noite escura
tão amante da tua ideia
que no embornal levo teu cheiro
preparado no pão
e desgarrado num amor de desespero
esporeio o cavalo baderneiro
farreando a verdade mal contada
no desgarro do amor desesperado
eu colho no orquidário
o teu olhar pulsante de promessa
ventindo o meu passo de cambaio
ERIKO ALVYM
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário