quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

HORA FINA!

Hora em que o mundo é mais vasto,
O sorriso mais fraco.
O aperto mais junto.

Hora que a saudade nem nasce,
E aborta.
A lembrança nem chega
E a imagem se perde.

Hora que nunca esperamos,
Hora que nunca queremos.

Hora da pequena morte.
Hora que ficamos mais velhos.
Hora que a vida me joga na cara.
Hora em que perco para Deus.
Hora que é só um instante!
Hora que desaba o castelo,
Da ruína das cartas.
Hora de se enroscar no futuro,
Largar os pedaços, os lastros.
Triste hora,
Porque me persegues?
Outra vez!
É chegada a hora!
A hora da despedida,
A hora do adeus.
Paulo Augusto Rodrigues

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