quinta-feira, 18 de setembro de 2008

AO MAIS BELOS SONS.







Fronteiras ténues entre ilusão e realidade ...Quando se sonha acordado, mais nada importa !E acordar desse sono é fechar a portaQue mantém vivos o coração e a saudade ...Caminhando por entre a sombra que avançaE que povoa a minha vida e a minha mente,Eu sei que nada mais será diferenteEnquanto mantiver viva a esperança !Vale a pena ? – me pergunto ... Tudo vale,Porque um dia a outro nunca é igualE mantendo os pés no chão sei onde vou ...À minha frente, o tempo todo, eternidade ...Sou imortal, não tenho rosto nem idade ...E é avançando que saberei quem sou !Se queres saber de onde venho...Você sabe de onde venho?De uma casinha que tenhoEla fica dentro da mata.Banhada por represas...Cascatas.Quando a gente se levanta,A passarada inteira canta.Cantam os sabiás, sanhaços.Rouxinóis, quero-queros.Até araras do peito amareloCantam...Cantam...cantamComo se seu cantarPudesse aos quatro cantos da terra chegar!O sol, por entre árvores frondosas...majestosasVem minha face acariciar!No jardim quase sem vidaUm ipê se derramando em florDá guarida a uma rosa desfalecida.Como se fosse ele seu protetor!Já, a azaléia toda prosa,Se acha melhor que a rosaPor sentir seus braços vibrando em esplendorUm jasmineiro tão brancoTomba de leve no bancoEsperando...Seu amor!Lá, quando desço pela estrada.Encontro uma casa abandonadaCom um quê de tristeza e dorMeu olhar...Sob um pôr do sol douradoBrinca de esconde - esconde.Como se pudesse um ser alado.Sem que eu possa notarA noite acaba por me achar!Cobre-me de leve com seu mantoComo se fosse acalanto...Cantiga de ninarJogo meu corpo na redePara ver a luz branda do luar!Ali, com sua face prateada,A lua apaixonadaEncontra-me a esperarAgora...Que sabes de onde venhoNão te esqueça de me visitar!

JOY

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